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domingo, 16 de setembro de 2012

Semelhanças Quadrinhística I

Saudações, leitores! Creio que todo leitor de HQs já teve ter chegado à um momento em que viu como algumas semelhanças entre personagens, sejam no visual, na história, ou mesmo no nome. No tocante à Marvel e DC aí é que isso acontece mesmo. No post de hoje vou apontar alguns casos e falar um pouco à respeito de cada personagem.Boa Leitura!


Medo e Loucura feitos de Palha:

Creio que serão poucos os leitores, principalmente os mais novos e menos nerds, que conhecerão esse segundo Espantalho. Bom, seu nome é Ebenezer Laughton, sua primeira aparição foi em Tales of Suspense #51 de 1964 como um contorcionista de circo que decide virar criminoso e enfrenta o Homem de Ferro. Mais tarde, após confrontos com o Latinha, o Aranha, os X-Men e o Capitão América, por quem ele nutre uma obsessão por ver nele uma representação de seu pai, em quem ele coloca toda a culpa por sua infância sofrida nas mãos de uma mãe abusiva, ele se tornou um inimigo mais frequente do segundo Motoqueiro Fantasma, o Danny Ketch.Chegando inclusive à se aliar à Coração Negro em um grupo destinado à destruir o Motoqueiro. Seus poderes são: produzir um feromônio capaz de induzir o medo em suas vítimas, esse mesmo hormônio faz com que sua força e agilidade sejam aumentadas à níveis super-humanos. Fora isso ele usa um forcado, tem uma flexibilidade fora do comum devido aos seus tempos no circo, um bando de corvos treinados para obedecerem seus comandos e um forcado.


Mais conhecido do que  seu homônimo da outra editora, Jonathan Crane é o Espantalho que todos nós conhecemos e tememos. Sua primeira aparição é em World´s Finest Comics #3 de 1941, já como adversário do Cavaleiro das Trevas. Iniciou sua carreira criminoso após ser expulso da universidade - lugar onde era gozado por seus colegas professores por não se vestir bem e gastar todo seu dinheiro em livros - onde lecionava por disparar uma arma em sala de aula enquanto falava sobre os mecanismos do medo. A demissão levou Crane à assumir a alcunha de Espantalho, se tornando uma mistura de medo e pobreza. Um dos personagens mais fascinantes e curiosos do universo do Batman, o Espantalho é por vezes representado como alguém seriamente perturbado que fala através de rimas infantis - visão essa que eu, particularmente, não concordo ou aprecio. Também ao contrário de seu ilustre homônimo menos conhecido, o bom professor Crane não tem nenhum poder, suas únicas armas são o seu poderoso gás do medo capaz de transformar um homem destemido em um bebezinho assustado, uma técnica de luta desenvolvida por ele mesmo e seus conhecimentos como doutor em psicologia.


Monstros no Pântano:

Olha só quem está de volta nas postagens do Lugar Comum! Sim, é ele o Monstro do Pântano! Criado originalmente como um personagem para uma história fechada da revista House of Secrets #92 de Julho de 1971, o personagem fez tanto sucesso que ganhou título próprio no ano seguinte. Em Novembro de 1972 saía a Swamp Thing #01, onde o cientista Alex Olsen se tornava Alec Holland, mas a história continuava basicamente à mesma. Trabalhando em uma formula bio-restauradora secreta, o cientista Alec Holand recebe à oferta de um misterioso grupo para vender a formula. Negando-se à fazer tal coisa, Alec tem seu laboratório sabotado por uma bomba e, encharcado por sua formula e em chamas, se atira nas águas do pântano. Dado como morto, em pouco tempo ergue-se como o Monstro do Pântano á tempo de ver sua esposa ser assassinada e vingar sua morte. Durante o primeiro volume da série vemos o Monstro em uma jornada para recuperar sua humanidade algo que ele de fato consegue. Mas, devido ao relativo sucesso da série e do filme do personagem, surge o volume dois, agora chamado The Saga of The Swamp Thing Alec Holland volta à sua condição de Monstro e à sua jornada por uma cura, algo que é definitivamente descartado quando o mago inglês Alan Moore assume o título iniciando o arco Lição de Anatomia. É na fase de Moore fica-se estabelecido que o Monstro é na verdade um elemental da terra uma criatura absurdamente poderosa capaz de controlar e se comunicar com a natureza. Também é na fase de Moore que se resolve um curioso problema de cronologia envolvendo o pobre Alex Olsen que ficou sendo o Monstro que precedeu à versão de Holland. Entre os poderes do Monstro, além já citado controle sobre a natureza, temos força sobre humana, capacidade de regeneração e a capacidade de surgir em qualquer lugar do mundo construindo um novo corpo à partir de qualquer planta por perto (um dia descubro um nome mais simplificado para isso).

Muito menos conhecido que seu parente verde, o Homem-Coisa é mais velho do que ele por uma simples questão de meses. Enquanto seu "primo" aparece em Julho de 1971, o Homem-Coisa faz sua primeira aparição em Maio de 1971 na Savage Tales #1. O Homem-Coisa na verdade é Theodore "Ted" Sallis, um bioquímico contratado pelo governo dos EUA para desenvolver um tipo de soro que tornasse os soldados americanos imunes à doenças no caso de uma guerra biológica. Ted conseguiu, mas como efeito colateral as cobaias se transformavam em monstros. Por conta disso, Ted é enviado para uma base secreta nos Everglades parar aperfeiçoar sua formula e é lá que ele é atacado por um grupo terrorista que visa roubar a formula. Para impedir que ela caia em mãos erradas, Ted injeta a formula em si mesmo e se atira  no pântano. Passado algum tempo, no lugar onde Ted Sallis caiu, ergue-se o Homem-Coisa, uma criatura composta por vegetação e lodo, com olhos vermelhos e a capacidade de tocar fogo naqueles que o temem. Uma das grandes diferenças entre o Homem-Coisa e o Monstro do Pântano é, além de poder provocar combustão espontânea, o fato de o Homem-Coisa não pensar e ser um empata. Sua consciência é algo mais próxima da de um animal do que de um ser humano e ele age de acordo com o clima, ou seja, ele "absorve' a emoção presente no momento - se for raiva, ódio ou outra emoção muito forte ele pode se tornar extremamente agressivo e por aí vai. É também uma grande diferença o fato do Homem-Coisa ter um "bordão" próprio, aqueles mais nerds e mais velhos com certeza devem se lembrar, mas como todos não são assim aqui vai:
"E aquele que conhece o medo queima ao toque do Homem-Coisa"

 

Cavaleiros Urbanos:

Esse vai ser legal. Para aqueles que não conhecem nosso ilustre representante da esquerda, ele é o Cavaleiro da Lua. Sua primeira aparição data de Agosto de 1975 em Werewolf By Night #32 quando o mercenário Marc Spector é contratado pelo sinistro Comitê para capturar o Lobisomem.
Mais tarde, já em seu próprio título- em Novembro de 1980 - descobrimos a verdadeira história do personagem (e algum tempo depois a verdade sobre sua atuação no caso do Lobisomem). Trabalhando para um grupo de mercenários no Egito, Marc Spector resolver se opor à seu líder , Bushman, por este estar chacinando os inocentes habitantes de uma cidadezinha. Como consequência, Spector é largado para morrer no deserto, mas antes de morrer é encontrado por um grupo de arqueólogos, dentre eles a filha de um dos mortos da vila, e é levado para dentro de um antigo templo, praticamente morto. Lá dentro, é deixado defronte à uma estátua do deus Konshu e milagrosamente é revivido e ganha uma nova missão: atuar como o punho de Konshu, combatendo o crime e todos aqueles que vivendo do sofrimento alheio. Para tanto, ele conta com a ajuda de Marlene, sua namora, do Francês antigo companheiro dos tempos de mercenário e piloto do sue Luacoptero (sim, é infame e lembra muito um certo alguém...), Crowley um sem-teto que atua como informante de Spector pelas detestáveis rotas do submundo e Gina, dona de um restaurante point entre os taxistas, e seus filhos que atuam recolhendo informações nas ruas e no estabelecimento da mãe. Além desse pequeno exército de ajudantes, Spector conta também com três identidade distintas. Steve Grant playboy milionário (acho que já vi algo parecido em algum lugar...), Jake Lockley taxista e Marc Spector na qual é o Cavaleiro da Lua. Além de suas identidades e exército de ajudantes, o Cavaleiro conta com seus equipamentos, como o Dardo Lunar,  suas habilidades no combate corpo à corpo conquistadas ao longo de seus anos como mercenário e também com uma considerável fortuna. Também possuía uma força vinculada aos estágios da Lua, mas aparentemente isso foi descartado.


Bom, esse aqui dispensa apresentações mas ainda assim vamos fazer uma bem rapidinha. Quando tinha oito anos de idade, o jovem Bruce Wayne testemunho o brutal assassinato de seus pais. Desde então, dedicou sua vida à combater o crime que ceifou a vida de seus pais, se tornando para isso o Batman. Sua primeira aparição data de Maio de 1939 na Detective Comics #27. Nessa primeira edição e nas muitas que se seguiram tínhamos um herói bem diferente desse que conhecemos. Um heróis que não hesitava em matar ou deixar morrer aqueles que combatia. Mais tarde, com a introdução do Robin, o personagem é suavizado e começa a entrar nos moldes em que o conhecemos hoje. Desde então, passarem-se roteiristas, artista, fases memoráveis e detestáveis, mas uma coisa sempre continuou: a determinação desse implacável justiceiro.
Como já é do conhecimento de todos, o Batman não possui poderes, suas únicas armas são sua inteligência, astúcia, preparo físico excelente, conhecimento e domínio de incontáveis técnicas de combate, uma gama de habilidades e conhecimentos, dinheiro para seus equipamentos, uma base muito bem equipada e um mini exército de ajudantes e amigos para apoiá-lo em sua longa e eterna jornada. Qualquer semelhança de um personagem acima com  Batman, bem, talvez não seja uma mera coincidência.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Bons materiais que poderiam ser lançados por aqui.

Olá para todos, depois de um longo período de afastamento, seu pior escritor favorito volta a cena desta vez para falar sobre algo que até agora não foi muito comentado por essas bandas, mas que estava entre as minhas ideias de postagem, hoje dedicarei este espaço para falar um pouco sobre HQs, mais precisamente aquelas que não sairam (ou que já sairam e pararam, ou que vão sair, sei lá.) por terras tupiniquins, vou tentar fazer um top five com as melhores séries, sem mais delongas aqui vamos nós:


5 - Spawn
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Sim, impossível imaginar uma lista desse tipo sem colocar o Soldado do Inferno no meio. Até Novembro de 2008 o Soldado do Inferno tinha uma série mensal publicada pela Pixel (que como muitos já sabem faliu), com esse cruel golpe do destino, vários fãs ficaram sem um dos personagens mais interessantes (e maior alvo de disputas na justiça)já criados. (Também valeria lembrar que seria bom uma republicação do material lançado pela Abril assim como muitas edições inéditas cortadas pela mesma.)


4- Sexteto Secreto (Secret Six)
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Uma das melhores séries que eu já tive o prazer de ler, o Sexteto Secreto, um grupo de vilões mercenários que topam qualquer negócio desde que pague bem. Entre os seus membros estão personagens de peso como O Pistoleiro e Bane (tá certo são os meus favoritos, fora o Boneco de Pano), a série, escrita pela genial Gail Simone, mistura bem ação, humor, violência, aventura, humor e violência (sendo de quebra uma das melhores que eu já li em minha curta vida). A Panini chegou a publicar o volume 1 da série (uma mini que saiu pela Universo DC original, se não me engano) o apelo dessa mini lá fora foi tão forte que rendeu ao carismático grupo de vilões uma série mensal que hoje se encontra na vigésima quarta edição.


3 - Azrael (V1 e V2)

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Ah, o bom e velho anjo vingador, primeiro Jean Paul-Valley, o cara que substituiu o Batman depois que este teve sua coluna quebrada pelo Bane, o segundo Michael Lane, um ex-policial treinado para substituir o Batman em uma eventual necessidade. As duas séries são muito boas, o volume 1 (Jean) foi escrito pelo mestre Denny O'Neil e teve 100 edições mais três anuais, essa série muito bem escrita com ótimas sacadas sofreu muito por causa do estigma do Azrael após a Queda do Morcego (fizeram uma bela cagada com ele nessa saga, apesar dele ter tido os seus momentos) merecia uma republicação, mesmo que só de algum arco. O volume 2 (a série atual), escrito por Fabian Nicieza (eu achava o trabalho do cara absurdamente fraco até ler essa série) também é muito bom, as seis primeiras histórias foram fechadas o que daria para sair em um encadernado no estilo do Jonah Hex, e falando nele...


2 - Jonah Hex
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Jonah Hex, o caçador de recompensas deformado favorito de todos. A série atual do Hex (que teve inicio em 2006 e hoje está na edição número 58), com os sensacionais roteiros da dupla Justin Gray e Jimmy Palmiotti, já chegou a ter seus seis primeiros números publicados em um encadernado pela Panini (o que o lançamento de um filme não faz, em Panini?).Um encadernado muito bom, com um belo acabamento, papel de qualidade e ainda um breve resumo sobre a história do Hex (compensando muito bem os R$ 14,90 da edição), agora é esperar para ver se essa série vai ter continuidade (de preferência com mais encadernados).


1 - Questão

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Peço desculpas pelo linguajar, mas essa série é foda! Um dos melhores trabalhos do mestre O'Neil, a série do Questão (que teve ao todo 37 edições fora os anuais) é uma das melhores séries dos anos 80, servindo de inspiração para vários roteiristas de quadrinhos. Na série, vale destacar como as ilustrações se casam de uma forma belíssima com o roteiro, e a sacada de colocar o personagem principal, o Questão, em um cenário mais realista, onde são abordados temas conhecidos de nossa realidade, como a violência urbana, governos corruptos entre outras coisas, fazem desssa série uma das melhores já escritas. Um encadernado dessa série já foi lançado pela Panini, contendo as edições de 1 ao 6, o encadernado de belo acabamento tinha um preço bem salgado, mas vale cada centavo,e Panini, pelo amor de Deus, publica o resto!


Menção Honrosa:

Monstro do Pântano do Alan Moore
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Quem nunca leu nada dessa série não sabe o que está perdendo, vários encadernado já foram lançados, um inclusive pela própria Pixel. Toda a fase do Moore à frente do título do Monstro, uma das séries responsávei pela consolidação do selo Vertigo e que marcou centenas de leitores, é leitura obrigatória para todo aquele que se diz fã de HQs. Os arcos do Moore, sem dúvida merecem um relançamento por aqui.


Bom, essa foi a minha primeira postagem sobre quadrinhos. E então,gostaram?, odiaram?, faltou algo?, deixem os seus comentários.